Liberdade – 24/fev/16 – Rodrigo Teixeira de Faria

24 de fevereiro de 2016.

 

A verdadeira liberdade decorre da essência do ser. Decorre do sentimento interno, que nasce no coração e flui em direção ao externo. É isso que liberta os seres das coisas do mundo, materiais ou não; liberta dos conceitos, conjuntos, pensamentos, opiniões e ideais. Sentir-se livre é não se sentir ameaçado por qualquer opinião, pensamento ou ideia que coloque em cheque seus paradigmas. É buscar a plenitude da vida, mas sem criar amarras entre o ser (você) e material e o imaterial. Se algo material lhe falta, simplesmente lhe falta. Há motivos além da normal compreensão para que isso ocorra. Porém, o ser livre não torna essa ausência em martírio, seu ou de seus próximos. Parece difícil imaginar, mas não é. É um exercício muito importante e necessário para alcançar outros níveis de conhecimento cósmico. Deixe o material de lado. Essa carga vivida decorre do apreço e valorização que se dá ao material. Então comece pelas ideias, pensamentos, conceitos e julgamentos. Não se ligue tanto a eles. Se forem contestados, criticados, apenas reflita sobre os fundamentos que lhe foram apresentados. Não de defenda, nem se justifique. Trate a situação como corriqueira, algo usual do cotidiano. Não brigue, xingue ou ofenda. Pense e reflita com o coração aberto. Ao final, perceberá que todos os pedaços que compõe você (fisicamente) estarão em seus devidos lugares. Você não ficará mais feio, pobre ou fora de moda. Você, em sua essência, continuará o mesmo. Passados os primeiros testes, o processo ficará mais natural, mais rápido e com menor gasto de energia. É claro, existirão os críticos da crítica. Não há como escapar. Mas não ligue, é a fase 2 do teste. Se quer saber, isso representa a quebra do atual padrão natural de comportamento dos seres na terra. Porque o normal é lutar, defender, justificar, a todo custo, determinado ponto, ideia, pensamento ou fundamento. E isso precisa mudar para que novos padrões de comportamento aflorem a partir desta mudança. É abrir espaço no tumultuado cenário das relações humanas para algo novo surgir, crescer. Significa trazer novos ares, novos ventos para que o ambiente fique mais propício ou seja estimulado a produzir novos frutos. Lembre-se o importante é lançar a nova ideia, ainda que se torne alvo de críticas ou chacotas.

Rodrigo Teixeira de Faria

 

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